quinta-feira, 25 de junho de 2015

O que perguntar antes de aceitar um emprego

Prepare não só respostas, mas também perguntas para fazer ao recrutador. Assim, você minimiza as chances de o acordo profissional não funcionar

Depois de falar sobre si e de escutar a proposta é hora
de começar a sua investigação (Foto: Shutterstock)
Quando se prepara para uma entrevista de emprego, os executivos costumam a pensar antecipadamente sobre as perguntas que vão responder. Quais os principais feitos no emprego anterior? Por que deixaram a antiga companhia? Como resolveriam determinado problema? O que esperam da nova carreira? Mas é importante estar preparado também para fazer perguntas. Depois de falar sobre si e de escutar a proposta é hora de começar a sua investigação.

Suas perguntas começam, mas não precisam terminar na entrevista. Você pode até sair da conversa com novas questões elaboradas para novos interlocutores. Por exemplo, funcionários ou ex-funcionários da empresa – pessoas que você já conheça, que tenha amigos em comum ou mesmo que se sinta confortável de abordar pela primeira vez. Com eles, é possível ter uma percepção da companhia por um ponto de vista isento. “O recrutador, seja o headhunter, o próprio gestor da área ou o RH, vai tentar vender a posição da melhor maneira possível”, diz André Freire, CEO da consultoria Odgers Berndtson. “Potencialmente, eles podem deixar escapar algo na tentativa de atrair um profissional. A melhor fonte possível da realidade é alguém que trabalha lá há alguns anos.”

A seguir, algumas perguntas que você pode fazer para o recrutador, para empregados e ex-empregados da companhia antes de dizer “sim” para uma oferta de emprego.


1. Descubra por que a posição está aberta

“Se for simplesmente porque o executivo anterior era um expatriado que está indo para um próximo cargo, ok”, afirma a headhunter Suzana Kertezs, da consultoria Russell Reynolds. “Mas se três executivos passaram pela posição nos últimos dois anos, é bem diferente.” Investigue a questão para entender se trata-se de uma mera coincidência. Segundo Suzana, o ideal é conversar com alguém da equipe para ouvir o que eles acham sobre essa rotatividade – e a expectativa que têm sobre o novo contratado.

André Freire sugere que o executivo pergunte qual a razão da busca por um profissional de fora para a posição. “Questione também por que não conseguiram um sucessor interno.” As respostas podem trazer informações preciosas – e até inusitadas – sobre a companhia.


2. Entenda a cultura da empresa

É muito importante checar se há alinhamento entre valores do candidato e a cultura da empresa. Mas nem sempre saber isso de antemão é uma tarefa fácil. “Não adianta tanto olhar a lista de valores corporativos”, diz André Freire, “mas alguns deles podem dar uma boa dica das expectativas esperadas.”

Segundo o consultor, algumas palavras não deixam dúvidas. Competitividade, por exemplo. “Se esse for um dos valores da empresa, não adianta esperar um ambiente de muito suporte de pares, e é bom saber que potencialmente os mais fracos vão sofrer bullying, mesmo que de forma velada.” Outro exemplo é uma empresa que afirma valorizar as relações de longo prazo. “O profissional muito agressivo potencialmente não terá muitas chances na empresa e poderá ser visto como oportunista”.

Se as definições não forem autoexplicativas, Freire sugere que o candidato questione seu entrevistador sobre cada uma delas. “Ele pode falar: ‘Notei que um dos valores da empresa é ‘coragem’. O que ‘coragem’ significa para vocês? Como pretendem medir o meu nível de coragem?”.

Há outras questões que podem dar uma dimensão do que a companhia estimula. Para Freire, duas delas podem fazer a diferença: “Quando você pensa em alguém que teve sucesso na empresa, como você caracteriza essa pessoa?” e “Pense em alguém que foi contratado de fora e não deu certo aqui. Quais seriam os três principais motivos de ter dado errado?”.

Para ter uma noção prática da cultura organizacional, Suzana sugere que o entrevistado pergunte sobre o tipo de meta valorizada pela empresa, sobre o ambiente de trabalho e se as pessoas costumam fazer expediente até muito tarde. 


3. Alinhe expectativas

É importante não deixar dúvidas do que a empresa espera de você no curto, médio e longo prazo. “Principalmente no curto prazo”, afirma Suzana. “É isso que irá garantir o bônus no primeiro ano e a permanência do executivo na companhia”.

Além do desempenho técnico, há também o aspecto comportamental. Para André Freire, é crucial levantar essa questão de forma clara e direta. “Sugiro que o candidato pergunte: ‘Tirando meus objetivos de negócios, quais são as expectativas que a empresa tem para mim no primeiro ano?’” Ou ainda: “Para que eu tenha sucesso aqui, o que acredita que teria que fazer nos primeiros 100 dias?”.


4. Analise a situação da equipe que irá assumir

Pode impactar diretamente no seu sucesso ou fracasso no cargo a maneira pela qual seus futuros subordinados estão encarando a companhia e a mudança de liderança. “É importante saber se equipe está bem, motivada, ou se precisa se reconstruída”, afirma Suzana, “ou até se tem alguém do time que tinha a aspiração de assumir o cargo para o qual você está sendo avaliado.”

Sua sugestão, nesse caso, é conversar com a própria equipe e prestar a atenção não apenas ao que dizem, mas também à maneira com que dizem. “Perceba a real situação pelo tom de voz das respostas”, diz ela.


Por: Ariane Abdallah.
Fonte: ÉPOCA Negócios.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Entenda as novas regras para se aposentar pelo INSS

Atendendo a pressões, Governo criou uma alternativa ao fator previdenciário.

Foto: Thinkstock
O governo instituiu, na última quinta-feira (18/06), uma nova regra para conceder e calcular o valor de aposentadorias pagas pelo INSS. A partir de agora, passa a existir um sistema de pontos que combina a idade do trabalhador com o tempo de contribuição à previdência. A regra não substitui o fator previdenciário, mas cria uma alternativa que beneficia os trabalhadores que completaram o tempo mínimo de contribuição ao INSS antes de chegar aos 60 anos, no caso das mulheres, e 65 no caso dos homens.

O Congresso Nacional havia aprovado um projeto de lei que estabelecia uma fórmula que ficou conhecida como "85/95". Por ela, o trabalhador poderia se aposentar quando a soma de sua idade e de seu tempo de contribuição ao INSS alcançasse 85 anos, no caso das mulheres, e 95 anos, no caso dos homens. A presidente Dilma Rousseff manteve essa fórmula, mas acrescentou uma regra para aumentar o número de pontos necessários para o brasileiro se aposentar a partir de 2017. Em 2022, por exemplo, os homens precisarão somar 100 anos e as mulheres, 90.

Como aposentadoria nem sempre é um tema simples, reunimos a seguir as principais dúvidas para esclarecer como as mudanças afetam os contribuintes.

A nova regra prejudica os trabalhadores de alguma maneira?
Não. A nova regra é uma alternativa para os trabalhadores não terem o valor da aposentadoria reduzido pelo fator previdenciário.

A mudança vale para todos os tipos de aposentadoria?
Não. A regra mudou apenas para quem irá se aposentar por tempo de contribuição. A aposentadoria por idade, por invalidez e especial continuam seguindo as mesmas regras de antes.

A mudança das regras já está em vigor?
Sim. Vale desde a última quinta-feira (18/06).

Houve alteração no tempo mínimo de contribuição exigido pelo INSS para o trabalhador ter direito à aposentadoria por tempo de contribuição?
Não. As mulheres continuam tendo que contribuir por pelo menos 30 anos e os homens por pelo menos 35.

O que é o fator previdenciário?
O fator previdenciário foi criado para desestimular os brasileiros a se aposentarem cedo. Pelas regras válidas até 17 de junho, o trabalhador que optasse pela aposentadoria por tempo de contribuição teria calculado o valor de sua aposentadoria a partir da média dos 80% maiores salários de contribuição ao INSS. A essa média seria aplicado o fator previdenciário. O fator é calculado por uma fórmula que leva em consideração a idade do segurado, o tempo de contribuição à previdência e sua expectativa de vida. Na prática, o fator previdenciário reduz, na grande maioria das vezes, o valor do benefício de quem se aposenta cedo - antes dos 60 anos para mulheres ou 65 anos para homens. 

O que mudou?
Com a aprovação da nova regra, será possível fugir do fator previdenciário. Isso acontecerá quando a soma do tempo de contribuição do trabalhador com sua idade atingir 85 anos (mulheres) ou 95 (homens). Porém, como o governo estabeleceu a progressividade, essa soma vai chegar, até 2022, a 90 para as mulheres e 100 para os homens.

Os trabalhadores vão se aposentar com 85 e 95 anos?
Não! 85 e 95 é o número de PONTOS que eles deverão atingir para se aposentarem sem ter o fator aplicado à sua aposentadoria. 

Veja um exemplo:
Mulher de 55 anos que contribui para o INSS há 30 anos
ANTES: Poderia se aposentar por já ter completado 30 anos de contribuição, mas teria o valor da aposentadoria reduzido pelo fator previdenciário.
AGORA: Pode se aposentar sem esse desconto, pois 30 anos de contribuição + 55 de idade somam 85 anos.

Homem de 60 anos que contribui para o INSS há 35 anos
ANTES: Poderia se aposentar por já ter completado 35 anos de contribuição, mas teria o valor da aposentadoria reduzido pelo fator previdenciário
AGORA: Pode se aposentar sem esse desconto, pois 35 anos de contribuição + 60 de idade somam 95 anos

Como vai funcionar a progressividade?
O Congresso ainda precisa apreciar o projeto da presidente Dilma Rousseff. Mas, caso ele seja mantido como foi publicado hoje, o cronograma é o seguinte:
2015 e 2016: 85 pontos necessários para mulheres e 95 para os homens
2017 e 2018: 86 para mulheres e 96 para os homens
2019: 87 para mulheres e 97 para os homens
2020: 88 para mulheres e 98 para os homens
2021: 89 para mulheres e 99 para os homens
2022: 90 para mulheres e 100 para os homens

Por que a presidente acrescentou a progressividade?
Como a expectativa de vida dos brasileiros aumenta a cada ano e essa tendência deve ser mantida no futuro, essa soma precisa aumentar para impedir prejuízo nas contas da previdência. Estudos do Ministério do Planejamento mostram que, sem a progressividade, o Brasil teria um gasto extra de R$ 100 bilhões até 2026.

O fator previdenciário foi extinto?
Não, ele continua em vigor. Contudo, não incidirá na aposentadoria de quem completar o patamar mínimo de pontos, que até dezembro de 2016 será de 85 para mulheres e 95 para homens, e depois aumentará progressivamente, conforme a tabela.

Eu já me aposentei. Posso pedir a revisão da minha aposentadoria para ser beneficiado pela nova regra?
Não. Pela lei, o que vale é a regra do momento em que o benefício foi concedido. 

Eu entrei com o pedido de aposentadoria recentemente, mas antes de a nova regra entrar em vigor. Ainda não recebi o dinheiro e poderia ser beneficiado pelo 85/95. O que devo fazer?
A orientação da Previdência é que as pessoas que já entraram com o pedido mas ainda não começaram a receber sua aposentadoria liguem novamente no 135 para cancelar o agendamento e remarcá-lo para serem contempladas pela nova regra. Isso porque a regra que conta é a que estava vigente na data em que a pessoa ligou para agendar o atendimento e não a data na qual a pessoa começa a receber o benefício.

A partir de agora, vai valer sempre a pena se aposentar quando eu chegar à soma exigida pela nova fórmula?
Não necessariamente. O fator previdenciário pode ajudar a elevar o valor da aposentadoria no caso de pessoas que contribuem durante mais anos do que o tempo mínimo ou que se aposentam mais velhas.

Como a regra vai funcionar para os professores?
O governo estabeleceu que serão acrescidos cinco pontos à soma da idade com o tempo de contribuição dos professores. Ou seja, os professores conseguirão somar os pontos necessários para se aposentar sem o fator previdenciário antes dos demais trabalhadores.


Fontes consultadas: Diogo Medeiros, da Medeiros Advogados, José Daniel Gatti Vergna, advogado do escritório Mattos Filho, Luana da Paz Brito Silva, do G Carvalho Sociedade de Advogados e Fernando Borges Vieira, do escritório Fernando Borges Vieira


Por: Marcela Bourroul
Fonte: Época Negócios

MEC divulga hoje resultado da primeira chamada do ProUni

O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (22) o resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) referente ao segundo semestre deste ano. As informações estarão disponíveis na página do programa na internet.

O candidato selecionado deverá comparecer à instituição de ensino na qual foi pré-selecionado, levando os documentos que comprovam as informações prestadas na ficha de inscrição. Ele deve verificar o horário e o local em que deve comparecer. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 29.

Caso perca a data, o candidato é automaticamente retirado do processo.

Entre os documentos a serem apresentados estão o de identificação, comprovante de residência, comprovante de rendimento e comprovante de conclusão do ensino médio. A lista completa está na página do ProUni.

No dia 6 de julho será divulgado o resultado da segunda chamada. Aqueles que não forem selecionados poderão participar da lista de espera nos dias 17 e 20 de julho.

O ProUni oferece bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). É dirigido a estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou que tenham vindo da rede particular na condição de bolsistas integrais.

O estudante precisa comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para bolsa parcial.

Professores do quadro permanente da rede pública de ensino podem participar, desde que concorrendo a cursos de licenciatura. Segundo o MEC, foram ofertados nesta segunda edição do ProUni 68.971 bolsas integrais e 47.033 parciais.


Fonte: Agência Brasil.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Google, Facebook, Ambev e outras empresas buscam talentos

Interessados devem se inscrever até dia 28 de junho para conseguir uma das 500 vagas disponíveis

A Fundação Estudar e o portal Na Prática realizarão no mês de agosto a segunda edição de sua conferência de carreiras. Com uma programação focada em ajudar o jovem a encontrar a oportunidade de estágio ou emprego dos seus sonhos, o evento "Ene" recebe inscrições até dia 28 de junho. Serão selecionados 500 participantes de todo o país, entre universitários e jovens com até cinco anos de formação em qualquer curso de graduação.

Ambev, Bain & Company, BRF, BRMalls, BTG Pactual, Burger King, Facebook, Falconi, Globo, Google e Heinz são algumas das 30 empresas participantes que estarão buscando talentos na conferência.

Além de conectar-se a todas estas organizações, o jovem também participará de workshops, coaching com especialistas, bate-papos com grandes líderes e atividades para traçar seu perfil profissional. Profissionais de diversas áreas estarão presentes para compartilhar o dia a dia de suas funções - Marketing, Finanças, Recursos Humanos, Vendas e Operações -, a fim de auxiliar o jovem a entender qual a sua área de interesse. Os participantes também poderão entender como funciona, na prática, empresas com foco em bens de consumo, mercado financeiro, varejo, saúde, tecnologia, consultoria e outras.

“No meu processo de busca profissional, a conferência me ajudou a descobrir não somente o que eu realmente quero fazer, mas especialmente o que eu não quero fazer. E isso é importante, pois tinha dúvidas sobre trabalhar em alguns setores que eu tirei da minha cabeça”, comenta Daniel Lavall, participante da edição de 2014.

Outro grande diferencial do evento é a realização de um pitch de talentos. Nos moldes dos pitches de investimento de startups, 100 destes jovens participantes terão a oportunidade de apresentar suas conquistas e potencial para os recrutadores das empresas da Ene. Eles terão 2 minutos para "vender seu peixe" a todas as organizações ao mesmo tempo, conectando-se ao emprego dos seus sonhos.

“Queremos ajudar o jovem a tomar decisões de carreira mais assertivas. Para isso, conhecer melhor as oportunidades de mercado e refletir sobre qual se conecta com o nosso perfil e propósito é essencial”, explica Leonardo Gomes, Coordenador de Sourcing da Fundação Estudar.

A Conferência Ene será realizada no dia 3 de agosto, das 7h30 às 17h, no Hotel Unique, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas pelo site.


Fonte: Portal Administradores

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O que é Triple Bottom Line?

Entenda os conceitos do chamado "tripé da sustentabilidade"

"Medir a "sustentabilidade" de uma empresa ou buscar crescer de forma
sustentável, com resultados mensuráveis, não é uma tarefa tão simples"
Com a ideia de sustentabilidade em alta, tanto para negócios em geral, quanto para organizações sem fins lucrativos e governos, perguntas relacionadas ao assunto se tornam mais frequentes. Empresas e empreendimentos buscam tornar contemporânea sua ação no mercado e sociedade, seguindo a tendência para um futuro próximo de que o consumidor se tornará cada vez mais responsável, exigindo conhecer o impacto econômico, social e ambiental de seus padrões de consumo e dos produtos que escolhe.

Organizações na Europa e Estados Unidos já têm percebido e acolhido essa tendência, buscando apresentar seus resultados em triplo critério, isto é, considerando esses três aspectos: ambiental, social e econômico. Esse tripé da sustentabilidade ou Triple Bottom Line, conceito também conhecido como 3 Ps da Sustentabilidade (People, Planet , Profit, ou em português, PPL, Pessoas, Planeta, Lucro), abarca a ideia de que essas três dimensões precisam interagir de maneira holística para que os resultados de uma empresa de fato lhe atribuam o título de sustentável dentro dessa lógica.

Dados apontam quem 68% das multinacionais da Europa Ocidental fazem seus relatórios nesse esquema, medindo resultados em termos sociais, econômicos e ambientais, enquanto nos EUA a porcentagem é de 41%. Por enquanto, nenhuma empresa é obrigada por lei a apresentar seus resultados dessa maneira, é uma escolha da própria organização comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Medir a "sustentabilidade" de uma empresa ou buscar crescer de forma sustentável, com resultados mensuráveis, não é uma tarefa tão simples, e era ainda mais difícil antes da ideia de Triple Bottom Line. O responsável por esse quadro conceitual é o norte-americano John Elkington. No artigo "O tripé da sustentabilidade: O que é e como funciona?" (originalmente escrito em inglês e chamado "The triple bottom line: What is it and how does it work?"), o doutor e Diretor de Análise Econômica do Centro de Pesquisa em Negócios de Indiana, Timothy F. Slaper, e a Analista de Pesquisa em Economia, Tanya J. Hall (ambos da Universidade de Indiana de Negócios Kelley) abordam o assunto de forma extensa.

Os autores comentam sobre a importância de Elkington na construção de um método pragmático e eficaz na medição da sustentabilidade no ambiente corporativo. "John Elkington se esforçou para fazer 'medições' de sustentabilidade em meados dos anos 1990 englobando um novo esquema conceitual. Esse esquema foi além de métodos tradicionais que mediam lucros, retorno sobre investimento e valor para o acionista, incluindo fatores ambientais e dimensões sociais", afirmam os estudiosos no artigo. A questão aqui é ver a sustentabilidade e sua mensuração como a análise do impacto das atividades da empresa, organização ou nação no mundo ao seu redor.

A definição dos 3 Ps não é tão difícil, mas a forma de medir os três aspectos é que não é unânime. Os lucros podem ser mensurados de forma exata, mas os dois outros aspectos são mais subjetivos. De maneira geral, porém, o capital humano poderia ser analisado em termos de salários justos, adequação às leis trabalhistas, preocupação com o bem-estar dos funcionários. O aspecto ambiental seria visto nas ações práticas da empresa para diminuir seu impacto ecológico negativo e compensar o que não pode ser amenizado. Como quer que seja feita essa análise, o fato é que empresas que optam por buscar resultados que integrem os 3 Ps estão saindo na frente no que concerne aos negócios no século 21.


Fonte: Portal Administradores.